Uma situação específica aconteceu comigo neste começo de ano. Fuçando no Instagram, me deparei várias vezes (e em perfis diferentes) com algumas fotos que me chamaram atenção. Na hora de ver quem era a responsável por todos esses cliques, um nome em comum: Mana Gollo.

Depois de pesquisar mais sobre a fotógrafa, me encantei! Que olhar incrível que ela tem, seja para registrar casamentos, projetos sociais ou então viagens pelo mundo.

Óbvio que eu não poderia ficar sem conversar com essa maker talentosa, né?! Saiba mais você também sobre essa fotógrafa talentosa, que ama a natureza e tem um coração enorme.

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1- Quem é Mana Gollo?

Ai, que difícil quando temos que falar de nós mesmos. Eu amo sentir a vida, acho que por isso o que eu mais gosto de fazer sempre foi viajar. Amo lugares incomuns, experiências diferentes, conversar com todos os tipos de pessoas, ir pro meio do mato, aventura aventura e mais aventura! E sem dúvida estar com as minhas amigas, em qualquer lugar, fazendo qualquer coisa!

2- De onde surgiu a sua paixão pela fotografia?

Minha mãe sempre foi um pouco artista e vivia fazendo curso de tudo que era coisa. Um dia, quando eu era pequena, ela fez um de fotografia e eu fui junto para assistir. A partir daí, minha vontade de aprender só cresceu!

3- Como foi o processo de transformar essa paixão em um negócio?

Nossa, é uma longa história! Na verdade eu nunca tive a intenção de transformar em um negócio porque o que eu queria inicialmente era fazer fotografia documental e de natureza (inclusive me formei em biologia para isso). Eu, inclusive, falava que nunca iria fazer fotos de casamentos/ensaios porque não via essência nesse tipo de fotografia. Aí um dia um amigo meu me chamou pra ajudar ele em um casamento e eu fui. Voltei simplesmente contagiada com toda a alegria que presenciei e também por ver que eu, como fotógrafa, era a responsável por documentar tudo aquilo de acordo com o que eu estava sentindo, que era exatamente a mesma coisa que eu fazia com meus projetos documentais.

Isso me fez perceber que poderia sim unir a fotografia documental e a natureza com ensaios e casamentos! Depois disso, tudo aconteceu de uma forma muito natural. Postei algumas fotos e as pessoas começaram a se identificar com o estilo e começaram a me ligar e indicar para os amigos.

Com certeza o apoio dos meus pais e amigos foi fundamental nesse processo, porque eles sempre me incentivaram a seguir meus sonhos e diziam que eu era capaz nos momentos em que me sentia insegura.

Um dos muitos cliques lindos que Mana Gollo fez durante um casamento na Toscana

Um dos muitos cliques lindos que Mana Gollo fez durante um casamento na Toscana

4- Quais são as principais dificuldades de ser uma fotógrafa e como você supera elas?

Acho que a maior dificuldade também é o que eu acho mais incrível do trabalho, que é não ter controle sobre nada. Nem sempre você vai ter o cliente dos sonhos, um lugar bonito ou a luz perfeita, nem sempre vai ficar 100% feliz com o seu material porque você depende da energia das pessoas, dos lugares, da luz, é uma série de coisas… Você tem que dar o seu melhor, mas nem sempre é do jeito que gostaríamos! Em compensação, às vezes (e na maioria da vezes) você vai conhecer pessoas e histórias incríveis, lugares lindos e presenciar momentos que se não fosse fotógrafa, nunca poderia estar presenciando.

5- Como é um dia da vida de Mana Gollo, da hora que você acorda até a hora que você vai dormir?

Cada dia é diferente do outro, mas eu tento manter uma rotina de horários porque se eu não for organizada fico maluca (confesso que tenho um certo grau de toc com organização, hehehe).

Eu acordo cedo todos os dias, tento fazer algum exercício e começo a trabalhar. Trabalho de casa, e o lado ruim disso é que, na maioria das vezes, só saio da frente do computador na hora de dormir (mas estou tentando me policiar pra parar com isso). Minha rotina durante o dia varia muito. Às vezes passo o dia todo editando, outras tenho ensaio à tarde, evento à noite. Quando tenho um tempinho saio para jantar com as minhas amigas, e nos finais de semana quase sempre estou trabalhando, mas se eu tenho tempo livre com certeza saio com as minhas amigas!

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6- Eu vejo que você faz muitas viagens para fotografar. Como que você conseguiu unir a sua paixão pela fotografia com a de viajar?

Foi totalmente orgânico. Por exemplo, eu estava agora na Nicarágua documentando um projeto social, mas eles descobriram meu trabalho porque há cinco anos eu passei um tempo em uma comunidade no Peru fazendo trabalho voluntário e documentando. Na época, nem sonhava que algo tão legal apareceria por conta disso. Com outros trabalhos foi parecido, as pessoas começaram a ver que eu tinha um estilo mais “lifestyle” e era exatamente o que elas procuravam, tanto pra fotografar o casamento quanto uma viagem (no caso de blogueiras).

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Luisa Accorsi, registrada pela Mana Gollo durante uma de suas viagens

7- Que dica você daria para as leitoras que têm vontade de encarar a fotografia como um trabalho?

Se jogarem! Não deixarem que o medo e a insegurança falem mais alto, e tentarem sempre ser o mais original possível.

8- Qual foi o trabalho que você mais curtiu fazer?

É difícil dizer porque eu encaro cada trabalho de uma forma muito única, então todos de alguma forma foram muito legais. Mas, sem dúvida, ter ido pra Ásia com a Luisa Accorsi foi muito especial, porque, além de eu ter conhecido um lugar que eu sempre quis conhecer e da viagem em si ter sido muito especial pela nossa sintonia juntas, eu realizei o maior sonho da minha vida que era estar com os elefantes! Um outro trabalho que gostei bastante foi o casamento que fiz na Itália. Não só por ter sido na Itália, mas principalmente porque consegui fazer exatamente o que eu gosto: documentei cada detalhe de tudo que estava acontecendo nos três dias que fiquei com os noivos. Todos os momentos foram muito intensos, foi demais!

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9- Onde que você busca inspiração?

Em primeiro lugar, na natureza. É impressionante como ela inspira e energiza meu trabalho. Além disso, estou sempre pesquisando novas referências e técnicas pela internet / instagram. Acho que um complementa o outro. Não adianta você pesquisar, ter várias referências boas e saber a técnica se não tem conexão com o ambiente externo e vice-versa.

Acompanhe o trabalho da Mana Gollo pelo seu site e Instagram.

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