Por Ludmila Alves do blog Bistroveg

Dinheiro é liberdade! É por meio dele que a gente consegue realizar a maioria dos nossos sonhos, inclusive o de ter o próprio negócio. Ele pode ser uma ferramenta que dá segurança, foco no trabalho e mais coragem para se arriscar, já pensou nisso?

Ludmila Alves, do Bistroveg

Ludmila Alves, do Bistroveg

Isso porque quando a gente começa a trabalhar de forma autônoma fazemos mais do que a prestação de serviços em si. Passamos a cuidar do próprio marketing, das finanças, bem como de prospecção e vendas, o que toma tempo. Aí a rotina do empreendedor pode gerar a sensação de que não estamos fazendo aquilo que traz renda.

Mas não é hora de se desesperar! Fazer sua marca crescer é uma construção.

Se você é como eu e não nasceu com grana, não deixe esse processo te desmotivar ou te fazer aceitar propostas que não valorizam seu talento. Garanto que dá para se preparar financeiramente para empreender sem ficar gastando energia nos boletos! Quer ver?

Te conto agora como me organizei financeiramente para sair do meu emprego e ficar 100% dedicada ao meu blog. Ações testadas e aprovadas 😉

Poupei e investi parte do meu salário todo mês

Esse foi o primeiro passo que dei ao saber que queria empreender: fazer a minha reserva financeira.

Quando comecei a trabalhar em uma startup de investimentos, notei que o esforço de guardar dinheiro seria o mesmo para deixar minhas economias paradas ou rendendo em algum investimento. Foi aí que me apaixonei por investir.

Estudei por conta própria, entendi o meu perfil investidor e tracei alguns objetivos, sendo que o maior deles era ter um ano dos meus custos pagos. Era esse valor que me daria a liberdade para me jogar no meu negócio sem medo de ter boletos não pagos!

Nesse caminho, criei conta nas corretoras, selecionei em quais tipos de investimento eu aplicaria meu dinheiro e todos os meses eu investia o total que eu tinha me comprometido.

Essa estratégia de valorizar o dinheiro é empoderadora e te ajuda a alcançar seus objetivos mais rapidamente. E se você acha que investir pode ser impossível, segura essa: sou de humanas, jornalista e não faço cálculos desde que me formei no ensino médio. Isso não me atrapalhou em nada!

Me comprometi com o que é importante pra mim

Falar de dinheiro também é falar de minimalismo, que é manter na nossa vida só aquilo que é muito importante pra gente, não para os outros. Por isso, ao decidir empreender e colocar dinheiro e energia no meu blog, quis trazer uma vida com mais significado para outras áreas da minha vida também.

Assim, aprendi a dizer não para as programações que não queria ir, passei a consumir de forma mais consciente e, de forma natural, economizei dinheiro ao mesmo tempo que criei um estilo de vida que tem mais a ver comigo.

Isso me ajuda, inclusive, em decisões sobre quais ferramentas investir, quais eventos comparecer e onde arriscar. Afinal, tudo tem dinheiro envolvido, mas aplico onde eu sentir que está nas minhas prioridades e onde existe retorno.

Se conseguir ter essa clareza antes mesmo de começar seu negócio, vai ficar bem mais fácil.

Aprendi a negociar o meu preço

Logo que comecei a empreender, percebi que um super planejamento financeiro prévio não teria tanto valor caso eu não soubesse como cobrar pelo meu trabalho. Afinal, minha reserva estava ali para me permitir arriscar e investir no meu negócio sem medo de ficar sem dinheiro, não para que eu me acomodasse.

E aí veio o desafio da precificação e das vendas. Sabia o quanto queria cobrar, mas não sabia negociar, o que além de desmotivação, me trouxe clientes errados!

O que funcionou foi eu me sentir confortável com o valor cobrado. Para isso, usei 2 critérios para precificar meus serviços:

  • Quanto os profissionais bem sucedidos da minha área costumam cobrar? Se eles conseguem, eu também posso oferecer um nível de serviço excelente e precificar de uma forma que eu fique satisfeita
  • Qual é o valor que eu fico feliz em receber? Qual é o valor mínimo pelo qual eu aceito trabalhar? Sabendo isso, eu me valorizo, além de valorizar todos os profissionais que fazem o mesmo que eu.

A partir dessa análise, anotei os valores que considero justos para os serviços que presto e fui testá-los no mercado depois que estudei sobre vendas. Assim, aprendi a abordar os clientes e falar sobre o valor que eu entrego. Óbvio que alguns fecham e outros não, mas os que ficam são os clientes certos.

Confesso que foi bem difícil! Mas é preciso estarmos prontas para negociar.

E digo tudo isso como alguém que tem certeza que ter controle sobre seu dinheiro é ter liberdade e um risco a menos para alçar voo. E que, além disso, falar sobre finanças é uma conversa necessária e pra lá de empoderadora.

E você? Organizou as finanças para empreender? Pretende começar a sua reserva? Conta aí! Vai ser um prazer falarmos sobre isso!

Ludmila Alves é autora do Blog Bistroveg, lugar onde fala sobre sustentabilidade na prática, abordando temas como minimalismo, consumo consciente, veganismo e lixo zero

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