Durante o mês de outubro, realizamos uma campanha chamada Flores Contra o Câncer. A ideia desse movimento foi compartilhar uma série de dicas preventivas contra a doença.

Uma das profissionais que entrevistamos foi a psicóloga Madalena mestre em psicologia clínica pela UFPR, psicanalista membro Praticante da Associação Psicanalítica de Curitiba, responsável pelo grupo de estudos sobre os fenômenos psicossomáticos há oito anos nessa instituição, pesquisadora na dermatopediatria do Hospital Evangélico, onde investiga aspectos emocionais das doenças de pele, para entender a relação que as nossas emoções têm com o desenvolvimento da doença.

No papo, Madalena nos contou que os dois primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento emocional das pessoas. Durante esse período, o bebê é como uma esponja, que vai absorvendo as emoções e situações do meio em que está. Ele ainda não tem filtro, por isso acaba guardando no seu inconsciente essas vivências, sejam elas positivas ou negativas.

O tempo passa, essa criança cresce e começa a encarar as situações do dia a dia. Eventualmente, vai acabar passando por situações difíceis (faz parte da vida, né?!) e a forma como foi criada até os dois anos de idade vai contribuir para a reação diante desses desafios. Ou seja, uma segunda perda traumática da vida adulta que se somará à primeira, desencadeando a doença. Caso, na infância, tenha ocorrido algum trauma, que não foi resolvido no decorrer dos anos, essa reação pode acarretar no desenvolvimento de doenças como o câncer e o alzheimer, por exemplo. Ou seja, nosso corpo responde a comandos inconscientes.

Essas doenças do cotidiano, que são expressadas pela via do corpo, são uma forma de demonstrar aquilo que causa a angústia no sujeito. Ou seja: ao expressar-se pela fala, chegar a consensos, escutar o outro e compor as diferenças pode ajudar.

Uma curiosidade para as mamães e futuras: conversar com os bebês propicia uma defesa simbólica aos traumas. Isso facilitará a eles a expressão de suas angústias pela palavra em vez do corpo. Conversar com a criança, fazer com que ela sinta-se à vontade para demonstrar seus sentimentos e elaborar emoções é fundamental para um desenvolvimento emocional saudável.

Mas e como fazer para lidar com as adversidades do dia a dia sem desencadear emoções que, eventualmente, podem colaborar para o desenvolvimento do câncer?

Na hora que uma situação complicada aparecer, a dica é que você:

Fale sobre o problema

Quando um problema surgir, não passe horas e horas matutando sobre ele na sua cabeça. Para que você resolva uma questão, é fundamental falar sobre o assunto. Isso te ajuda a organizar os seus pensamentos e elaborar o conflito. A nossa dica é que você procure a ajuda de algum psicólogo, que pode te ouvir e fazer as perguntas necessárias para solucionar essa questão que está te incomodando.

Veja o problema sob outra perspectiva

Encarar o problema como um desafio/oportunidade é o primeiro passo. O pensamento positivo diante de situações difíceis é imprescindível para seguir com corpo e mente mais leves e evitar com que nossos traumas aumentem as chances de reações do nosso corpo. Um exemplo disso é a Neyde Senna, mãe do de Ayrton Senna, que após a morte do filho, criou a instituição Ayrton Senna em homenagem ao filho, com objetivo de atingir um dos objetivos de Senna: mudar as coisas para melhor e ampliar as oportunidades de jovens e crianças.

Que tal colocar essas dicas no seu dia a dia e torná-lo mais leve? =D

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